Como descrever Manali... ?
Manali das maçãs de manhã à noite, das noites acordadas e das noites sonhadas, Manali das montanhas, Manali das entranhas, das cascatas e das pedras
Manali dos sorrisos e das gargalhadas que levam às lágrimas,
Manali dos silêncios quebrados e das palavras não ditas
Manali...
evidentemente não consigo.
Depois de um mês e meio a viver na Índia, depois de experimentar 16 camas diferentes, de viajar em todo o tipo de camionetas e autocarros, em riquexós e auto-riquexós, de percorrer muitos kilómetros (quantos?) em auto-estradas e estradas esburacadas de terra batida, a medir a resistência a todos os segundos e a vivenciar o intraduzível a cada manhã, a cada noite, depois de tudo o que as palavras não podem explicar, depois de tudo que a cada segundo nos fica no corpo, chegar a Manali é entrar no paraíso sem tirar os pés do chão.
Tudo é bom em Manali. A paisagem é maravilhosa em Manali. A comida é deliciosa em Manali e mesmo as maçãs e os biscoitos são os melhores do mundo em Manali. As pessoas são gentis e amigáveis em Manali. E até a chuva é gentil em Manali. Os cães são felizes em Manali. As pessoas são sorrisos em Manali e as ruas de Manali são brincadeiras de criança a cada passo, e a atmofera de Manali sabe a biscoitos caseiros acabados de fazer. Todos os momentos são sagrados em Manali e todas as horas são simples em Manali, como dias de chuva numa janela e noites de riso num telhado de nuvens.
Impossível traduzir Manali.
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